Humidade em casa: principais causas e soluções eficazes
Humidade é mais do que desconforto: provoca bolor, maus odores, danos em acabamentos e pode afetar a saúde (alergias e problemas respiratórios). Descubra como é possível identificar a origem e resolver de forma duradoura.
Fortis Construções e Remodelações
10/10/20253 min read
Humidade é mais do que desconforto: provoca bolor, maus odores, danos em acabamentos e pode afetar a saúde (alergias e problemas respiratórios). A boa notícia? Na maioria dos casos, é possível identificar a origem e resolver de forma duradoura.
Como reconhecer que há problema (para além do óbvio):
Manchas escuras/esverdeadas em cantos e junto a janelas
Pintura a “descamar”, reboco a esfarelar, salitre/esbranquiçado
Vidros constantemente embaciados
Cheiro a mofo, roupa que não seca ou ganha odor no armário
As 4 grandes origens de humidade
1) Condensação (humidade do ar que vira água nas superfícies frias)
Ocorre quando o vapor de água do interior encontra superfícies frias (janelas, pontes térmicas, cantos mal isolados). Muito comum em quartos e casas de banho.
Sinais típicos: bolor em tetos/cantos, janelas sempre molhadas.
Causas de base: ventilação insuficiente, isolamento térmico deficiente, caixilharia desajustada.
2) Infiltrações (água que entra de fora para dentro)
Água da chuva a entrar por fissuras na fachada, coberturas, caleiras entupidas, chaminés e juntas.
Sinais típicos: manchas localizadas após chuva, tetos/paredes com auréolas.
3) Ascensão capilar (humidade que sobe do solo)
Em paredes térreas ou caves sem barreira adequada, a água “sobe” por capilaridade.
Sinais típicos: salitre a meia-altura, rodapés a abrir, reboco a desfazer-se.
4) Falhas de canalizações e equipamentos
Perdas em tubagens, bases de duche, sifões, esquentadores, máquinas.
Sinais típicos: manchas persistentes num ponto, mesmo sem chuva.
Diagnóstico inteligente (sem adivinhação)
Teste simples:
Compare: aparece mais no inverno (condensação) ou após chuva (infiltração)?
Verifique se as manchas estão a meia-altura (capilaridade) ou junto a pilares/caixilhos (ponte térmica).
Use um higrómetro (humidade relativa ideal: 40–60%).
Observação noturna/inverno: vidros muito embaciados → forte indicativo de condensação.
Diagnóstico técnico (quando vale a pena):
Inspeção de fachada e cobertura, ensaio de estanqueidade, câmara termográfica para localizar pontes térmicas/áreas frias, humidade de materiais com medidor de resistência/capacitância.
Soluções eficazes, por tipo de problema
A) Condensação e bolores
Hábitos que ajudam (imediato):
Ventilar 5–10 min manhã/noite; portas de WC abertas após banho
Cozinhar com exaustor e tampa; não secar roupa dentro quando possível
Manter temperatura estável (evita superfícies frias repentinas)
Melhorias técnicas (duradouras):
Ventilação mecânica controlada (VMC) ou extração com sensores de humidade no WC/cozinha
Isolamento térmico (ETICS na fachada, insuflação em caixas de ar, isolamento de tetos)
Caixilharia com rutura térmica e vidros duplos/baixo emissivo
Tratamento de pontes térmicas em pilares/cantos (revestimentos isolantes internos específicos)
Acabamentos corretos:
Remover bolor (biocida adequado), raspar zonas degradadas, aplicar primário anti-fúngico e tinta permeável ao vapor (evitar “selar” paredes que precisam respirar)
B) Infiltrações (chuva)
Coberturas: revisão de impermeabilizações, rufos, caleiras e ralos (limpeza periódica); membranas contínuas e remates bem executados.
Fachadas: selagem de fissuras, impermeabilização por revestimentos elásticos e correção de remates em caixilharias; considerar ETICS para eliminar microfissuras e melhorar desempenho térmico.
Juntas e chaminés: remates novos, chapas e mastiques adequados.
Zonas enterradas: drenos periféricos, manta drenante e impermeabilização positiva/negativa conforme o caso.
C) Ascensão capilar
Tratamento de base:
Barreira química por injeção (silanos/siloxanos) na fiada inferior
Argamassas desumidificantes de base/cal para permitir evaporação
Em casos severos: corte físico com inclusão de barreira ou rodapé ventilado
Acabamentos respiráveis: nada de tintas plásticas “oclusivas”; opte por sistemas de elevada permeabilidade ao vapor.
D) Fugas internas
Reparação das redes (água/esgotos) após localização do ponto;
Repor acabamentos com membranas líquidas e selagens corretas em bases de duche/banheiras;
Teste de pressão depois de reparado, antes de fechar paredes/pavimentos.
O que não funciona (ou só mascara o problema)
Pintar por cima do bolor sem tratar a causa
Desumidificador como solução única (ajuda no conforto, não corrige infiltrações/capilaridade)
Fechar todas as entradas de ar em janelas sem garantir renovação de ar (piora condensação)
“Impermeabilizar por dentro” paredes com capilaridade sem criar via de evaporação
Manutenção preventiva (checklist anual)
Limpeza de caleiras/ralos e inspeção após primeiras chuvas
Selagem de fissuras capilares na fachada
Verificação de juntas em caixilharias, chaminés e claraboias
Revisão de exaustores e filtros | Teste de VMC
Higrómetro em divisões críticas (quartos/WC/cozinha)
Inspeção de caves/arrumos e drenos periféricos
A humidade raramente é “sorte” ou “azar”: é diagnóstico + detalhe de execução. Resolver bem significa atacar a causa (não apenas o sintoma), combinar ventilação, isolamento e impermeabilização corretos, e usar materiais que respeitam a permeabilidade ao vapor.
A FORTIS Construções e Remodelações avalia a origem da humidade na sua casa, propõe a solução técnica adequada (condensação, infiltração ou capilaridade) e executa com segurança e garantia.
Quer uma avaliação no local? Envie morada, fotos das zonas afetadas e quando o problema ocorre (chuva/inverno/sempre). A nossa equipa responde com um plano claro e prazos de intervenção.